domingo, 27 de novembro de 2011

O mercado publicitário brasileiro e seu perfil de investimentos e movimentação nos últimos anos.


O mercado publicitário brasileiro vem em uma crescente considerável nos últimos anos.
Desde o inicio da década de 2000 em diante, o país passou a movimentar mais de 10 bilhões de dolares por ano, todos os anos. Não é por acaso que neste ano de 2011, poderá ultrapassar a França, e se tornar o sexto mais mercado publicitário do mundo.

O país que movimentou 12,9 bilhões de dólares em 2010, deve crescer 15,4% ao ano até 2012, segundo a consultoria de mídia Zenithoptimedia, subsidiária do grupo Publicis.

A taxa de crescimento do Brasil é uma das maiores do mundo, superior à da China (13,6%).
No Brasil, um dos maiores investidores em publicidade, são os governos, tanto federal, estaduais e municipais, que gastam enormes quantias.

Devido ao alcance que a televisão aberta tem no país ela concentra mais da metade dos investimentos publicitários. Atualmente a internet ainda representa um percentual mínimo dos investimentos em publicidade no Brasil, mas por outro lado é a mídia que mais vem crescendo e conquistando espaço.

Muitos especialistas afirmam que a publicidade na internet brasileira ainda vai crescer muito, ultrapassando os jornais e se consolidando como a segunda maior mídia do mundo em investimento publicitário, em 2013, prevê a Zenithoptimedia. Este crescimento só não acontece agora devido a um conjunto de fatores, como as conexões de internet: as conexões são caras e a banda larga ainda não atinge 100% do pais.




Este cenário tende a melhorar ainda mais, afinal nos próximos anos o país irá cedias dois eventos de grande magnitude, os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de Futebol. Eventos, estes que não movimentam apenas investimentos de seus patrocinadores oficiais. Estima-se que até 2016, os investimentos com foco somente nos Jogos Olímpicos superem os R$10 bilhões.

Por: Guilherme Ruas

Fontes:

Redes Sociais digitais

 

 Por João Belmiro

Em pesquisa divulgada esse ano pela empresa Nielsen, o Brasil corresponde, em números, a 80% de uso em redes de relacionamento como Orkut e o Facebook, e quase um a cada quatro minutos de navegação na internet. Em seguida vem Espanha (75% de uso das redes de relacionamento), Itália (73%) e Japão (70%).

A relação intercedida pelo uso da internet trouxe um novo momento para as relações interpessoais. Mas antes de falar deste “boom” é preciso entender o que são as redes sociais, e como elas reconfiguram o individuo e a sociedade.

Definição Wikipedia: “Uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. Redes não são, portanto, apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se fazer e desfazer rapidamente”.

Para Suely Fragoso, Professora e Doutora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Vale do Rios dos Sinos (Unisinos) é rede social é o conjunto de atores sociais conectados por laços sociais, que são formados, mantidos e reforçados (ou não) através de interações sociais. “Ou seja, as redes sociais somos nós e nossos amigos, vizinhos, parentes, etc.”, destaca. A pratica de redes sociais é uma atividade antiga feita e mantinda bem antes do surgimento da internet, através de telefonemas, cartas telegramas e nas conversas ao vivo, comenta Suely.

Mesclando público e privado, as redes transformam-se numa poderosa ferramenta para a democratização da informação, onde impacto positivo e negativo tornam-se o mesmo ponto convergente. Orkut, Facebook, Twitter, MSN, Skype, blogs e afins são espaços que tem como finalidade a expansão das interações interpessoais, mantendo e ampliando os laços sociais, a visualização pessoal e a propagação da informação.

Essa imensa teia onde as relações interpessoais são cada vez mais amplificadas, tem se tornado um recurso ímpar no mundo moderno e se usada de maneira equilibrada pode trazer grandes benefícios como relacionamentos, amizades, experiências profissionais, ampliação de conhecimentos, para a divulgação de serviços, de informações úteis etc. Mas é preciso tomar cuidado pois também servem para prejudicar, mentir, roubar, vender armas, comprar fotos de crianças. A internet em geral sofre dessa contradição, pois ela amplia e expande muitas possibilidades de comunicação, independente de elas serem boas ou não.



Conceito e características da mídia alternativa e sua relação com video realizado com os gestores do projeto "Minha Vida Mobile"

Por Tatiana Moraes

Videos : Entrevista sobre mídias alternativas, internet e mobile com os gestores do projeto "Minha Vida Mobile"


Flusser (2008) já falava sobre a necessidade de se estudar o homem junto da sua técnica, junto de sua cultura. Fica clara a importância do entendimento da questão social que faz surgir essa necessidade alternativa em relação à informação recebida. Ele define a mídia como um suporte capaz de difundir informações intermediando a relação entre emissor e receptor. Da mesma forma, a mídia alternativa é capaz de propor esta relação, porém como uma proposta de substituição da informação conformadora e pré-configurada disponibilizada pela mídia tradicional.

SANTOS (2005 p.158) diz que a mídia alternativa reúne todas as mensagens veiculadas em meios não-convencionais. A sua principal característica é aproveitar “oportunidades” para veiculação de mensagens publicitárias em locais que não foram criados para esse fim, como mobiliário urbano, sinalização urbana, meios de transporte etc.

Segundo Xavier Dordor (2007), podemos destinar as mídias alternativas à reflexão de ajudar o homem de marketing a raciocinar em bloco, a transpor as disciplinas clássicas: publicidade, promoção, marketing direto, patrocínio, mecenato, “design”, identificação visual, assessoria de imprensa, relações públicas, parcerias de mídias e outras. Inventamos permanentemente, para defender as marcas, as imagens e os produtos que nos foram destinados. Misturamos e combinamos cada vez mais essas técnicas por meio de planos de comunicação multitécnicos que utilizam as mídias, ou não, para distribuir os impactos desejados sobre os públicos-alvos a serem atingidos e mobilizados e fazê-los mudar de atitude ou comportamento: hoje não existe mais plano de comunicação que só utilize uma única mídia, exceto no caso de divulgação, na imprensa especializada na comunicação para as equipes de venda ou ao trade. Os planos de comunicação, nesse sentido, tornaram-se multimídia, utilizando diversas mídias ou soluções de mídia alternativa para distribuir os impactos, e numerosas técnicas de comunicação para validá-los ou torná-los objetivos.

Fazendo uma relação destes conceitos e características com o vídeo da entrevista realizada pelo nosso grupo com os gestores do projeto “Minha vida Mobile”, sobre os temas internet, mobile e mídias alternativas, podemos perceber que no vídeo foram abordados todos estes temas, porém sempre de forma interligada. Abordaram os conceitos e características das mídias alternativas ligando-as principalmente ao Mobile , pecando um pouco em trabalhar o conceito de forma individual e generalizada . Acredito que, ambos, foram influenciados em suas opiniões por serem especialistas nas áreas de mídias áudio visual , deixando restrito o conceito de mídias alternativas apenas dentro das áreas áudio visuais, apenas citaram a força destas mídias e seu futuro dentro da sociedade atual.
Os conceitos e características pesquisadas puderam agora acrescentar de forma positiva ao vídeo, um melhor entendimento sobre o que realmente são as mídias alternativas em seu âmbito global.

Tatiana Moraes



Bibliografia :

FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. Rafael Cardoso (org.), tradução de Raquel Abi-Sâmara. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

Fontes :
http://c2kraus.wordpress.com/2010/04/12/midias-alternativas-e-comunicacao-dirigida-case-hsbc/

http://estudiohelice.blogspot.com/2011/05/projeto-tv-on-line-midias-alternativa.html


http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capitulo/3217293.pdf

Afinal, o que é Branding?


Por Gabriela Antunes

Gerir uma marca não é tarefa fácil. Criar uma identidade que se fixe na mente do consumidor é um trabalho árduo. É preciso criar um conjunto forte, entre ícone e nome, que transmita a imagem da empresa. Uma marca ou brand é a percepção do consumidor sobre um produto, serviço ou empresa, assim, o branding é a gestão dessa percepção. É um sistema de comunicação que deixa claro porque a marca importa. Identificar uma característica que a empresa possui e torná-lo uma referência.
Pra deixar mais claro, Paola Giovana, Diretora Executiva da Mitofreela explica bem o ponto que queremos chegar no vídeo abaixo.


Pra resumir, nas palavras da própria: Branding é a colocação da marca no mercado, ela não é simplesmente a arte que você enxerga.
E essa colocação depende diretamente do público que você pretende atingir. Ou seja, se quer ser visto, vá aonde seu consumidor está. Assim como o grupo musical O Teatro Mágico, que investe seu posicionamento dentro da internet, pois seus fãs estão concentrados neste meio.
Mais do que uma marca, o branding é um conjunto de fatores. Engana-se quem ainda pensa – erroneamente – que uma marca é simplesmente um bom design (não desmerecendo o design, ok?!). Pois bem, vamos esclarecer. Com a palavra, Lamounier Lucas, professor universitário, Publicitário e Diretor de Criação da Agência Laboratório massan-z do Centro Universitário Newton Paiva. (ufa!)   


Adorei isso: Assimilação sensorial da marca.Viram Designers?!, não precisam ficar com raiva. Seu trabalho é sim, de suma importância, mas é o conjunto que faz uma marca ser verdadeiramente forte. Seu sucesso depende se sua identidade conseguirá transmitir os valores e se diferenciar dos demais apenas com a utilização das cores de sua empresa em um comercial. Mas para chegar lá, ser detentor de uma marca forte, há um longo caminho de gestão a se percorrer (ou você acha que a Coca-Cola já começou famosa?).

Inclusão Digital e Acessibilidade

Por Talita Tavares

Segundo Paulo Rebelo, editor executivo da AF2 Comunicação, inclusão digital significa melhorar as condições de vida em uma determinada região ou comunidade através da tecnologia. Incluir digitalmente não é somente alfabetizar a pessoa em informática, e sim melhorar os quadros sociais a partir do uso dos computadores.
Uma das principais características da inclusão digital é não apenas colocar um computador na frente de uma pessoa que não sabe operá-lo, mas o ensinar que o mundo virtual em si, pode oferecer muitos benefícios e colaborar para um crescimento interno. Segundo o professor Adilson Cabral doutorando em comunicação social, é preciso mais do que apenas oferecer um computador com internet: “Não adianta apenas oferecer acesso a internet e editor de textos. A gente precisa transformar a perspectiva de vida das pessoas, buscarem soluções práticas que melhorem a vida desses novos usuários”.
De acordo com a Professora Liliana Maria e a Professora Sandra Portella, a acessibilidade surge ligada à questões físicas, relativas as facilidades de acesso (barreira arquitetônicas) e à reabilitação física e profissional, sendo que, posteriormente, é transferido para a informática na questão de acesso à web especificamente. Para Granollers (2004), essa acessibilidade digital significa proporcionar flexibilidade para adaptação às necessidades de cada usuário e a suas preferências e/ou limitações.
Diferenciar inclusão digital de acessibilidade é bem simples, inclusão digital consiste em ensinar e mostrar os benefícios existentes no mudo virtual, e já a acessibilidade significa permitir o acesso ao mundo virtual e adaptar as necessidades de cada usuário. Sendo assim, para se ter inclusão digital é importante ter antes a acessibilidade.

Fontes:


A SOCIEDADE LÍQUIDA

Por: Bárbara Luiz


Em 19 de novembro de 1925, nascia Zygmunt Bauman. Sociólogo polonês que atualmente é professor emérito de sociologia nas universidades de Leeds e Varsóvia.



Bauman tem uma visão muito interessante da sociedade pós-moderna, a qual ele se refere como Sociedade Líquida. Ele relata sua preocupação com o modo com que nossas relações tornam-se cada vez mais flexíveis e como isso gera níveis de insegurança cada vez maiores.

Bauman deixa clara sua preocupação com a importância que damos aos relacionamentos e laços que criamos em rede e como tudo pode ser desmanchado com facilidade.

Ele diz que na passagem da sociedade de produção para a sociedade de consumo, houve um processo de fragmentação da vida humana. A sociedade foi individualizada. Não pensamos mais de forma coletiva.
Tendemos a redefinir o significado e o propósito da vida, agora o importante é o que está acontecendo com uma única pessoa, questões de identidade tem muita importância e a principal diferença de hoje para o início do século XXI é que temos que criar nossa própria identidade, não a herdamos e ainda temos que passar a vida nos redefinindo. Por que os estilos de vida, o que é considerado bom ou ruim, mudam muitas vezes. As coisas mudam muito. O tempo todo.
Apenas duas coisas são irreversíveis: uma coisa é que multiplicamos tudo e criamos uma sociedade interdependente. Todos nós dependemos uns dos outros. Essa é a única vez na história em que o mundo é um único país em certo sentido.
A segunda coisa é que estamos em um dilema ambiental, nossos antepassados acharam que poderiam assumir a natureza para que ela agisse conforme as necessidades humanas e teriam pleno controle sob o mundo. Mas isso acabou por que só agora vemos o quanto estamos perto dos limites do planeta.
Na esperança de entender como o homem, que se tornou um ser sem vínculos, se conecta com a sociedade, Bauman não desiste de seus estudos e tenta cada vez mais aprimorar seu entendimento sobre essa nossa sociedade líquida, que se decompõem e se refaz com tanta facilidade.

Para saber mais sobre a visão da sociedade contemporânea/líquida de Bauman, acesse o link e veja a entrevista do sociólogo.

http://www.youtube.com/watch?v=POZcBNo-D4A


Fontes:


JUNIOR, Vamberto Spinelli. Bauman e a impossibilidade da comunidade. Artigo publicado na CAOS – Revista Eletrônica de Ciências Sociais.

BURKE, Maria Lúcia Gárcia Pallares. A sociedade líquida. Artigo para a Folha de São Paulo em 19 de outubro de 2003.

Sociedade em Rede

Segundo Manuel Castells, sociólogo espanhol nascido em 1.942, a partir das décadas de 60 e 70, surgiu uma sociedade interligada, virtualizada, graças ao surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Ele explica como as TICs interferem nas estrututas sociais e como modificaram a sociedade, surgindo a "Sociedade em Rede".
A "Sociedade em Rede" segundo Castells, é a nossa sociedade formada por indivíduos que tem algo em comum, interesses semelhantes que se conectam entre si, mas que possuem identidade e escolhas diferentes.
Esta sociedade é caracterizada pela mudança na maneira de se comunicar, onde a velocidade e circulação das informação é o que realmente importa. Se antes existia uma barreira geográfica, temporal, hoje é possível se conectar com qualquer pessoa no mundo através da internet.
Essa era da informação possibilita a conexão de pessoas que não se conhecem e formam elos na rede, e a internet possibilita a criação de grupos que se interagem de acordo com seus interesses.
É importante ressaltar até que ponto este mundo virtualizado é bom, pois os contatos fisícos estão desaparecendo neste mundo virtual, onde tudo é decidido e transformado na rede.


Foto: Entrevista " O poder tem medo da internet"
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1722

Fontes: http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/a_sociedade_em_rede_-_do_conhecimento_a_acao_politica.pdf

http://www.uff.br/mestcii/cyntia1.htm


Adriana Vaz